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Essa coisa do que é meu, do que é seu ou nosso nem sempre é muito fácil
de se saber. Tem umas coisas que acho que são minhas e meu
vizinho também. Fica então uma confusão danada.
Tem situações muito complicadas. Já pensaram em uma árvore que nasce no quintal de uma pessoa e cujos frutos estão todos no quintal da outra. E por aí vai…acontecendo todo dia um bocado de situações em qualquer comunidade.
Para que as pessoas possam solucionar seus problemas e viver em harmonia, foi criado o Poder Judiciário. Ele possibilitará que os nossos direitos sejam respeitados. Isso é Justiça.
Mas o Judiciário só pode dizer o que é de quem quando a própria comunidade já decidiu o que é certo ou não fazer. Para isso, nossos representantes lá da outra casa, o Poder Legislativo, tem que dizer isso direitinho, por meio de uma lei.
E como essa coisa de judiciário às vezes é um pouco complicada, para garantir que todo mundo possa chegar lá e resolver seus problemas, existem pessoas com funções especiais.
O Promotor de Justiça olha se as leis estão sendo cumpridas. O advogado
coloca no papel aquilo que achamos que temos direito. Quando uma
pessoa não pode pagar advogado, tem um Defensor Público para
garantir que ela também possa levar seu problema para a Justiça.
No final de tudo, o Juiz irá dizer quem está com a razão.